quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Um poeta apaixonado

Vinicius, um grande poeta

Por Juliette

Neste ano, o país comemora os 50 anos de Bossa
Nova. Um movimento musical popular que recebeu influência da música erudita dos compositores franceses Charles Debussy e Maurice Ravel, com uma pitada de jazz e samba.

No final da década de 50, o Rio de Janeiro passava por uma efervescência cultural, principalmente na música. Alguns jovens da classe média, dos bairros do Leblon e Copacabana, se reuniam para expressarem e exporem seus acordes uns para os outros. Desses encontros nascia a Bossa Nova e também um novo Vinicius de Moraes.

Na verdade, trata-se de uma outra vertente de Vinícius que aflorava, porque antes de ser boêmio e músico, era poeta.

A poética de Vinícius não é de difícil compreensão, mas dentro da métrica e das formas tradicionais. No documentário, "Vinícius", dirigido por Miguel Faria Júnior, o ensaísta Antônio Cândido diz que o poeta se aproximou como nenhum outro, dos ideais modernistas de retratar a vida cotidiana.

Vinícius de Moraes, o "poetinha", casou-se nove vezes e a cada conquista buscava a felicidade e principalmente a paixão, que alimentava e inspirava suas poesias. Essas reproduziam a melancolia e o sentimento amoroso de uma forma tal que mergulhavam no inconsciente de seus leitores, muitas vezes não habituados à leitura.

Autor de crônicas, peças de teatro, críticas de cinema, foi um dos poetas mais traduzidos em todo mundo. Entre os seus versos mais célebres estão: "(...) Que não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure".

Vinícius de Moraes apresenta em sua biografia, uma característica peculiar, que talvez nenhum outro artista do movimento da bossa a tenha. O “poetinha” não se limitou a um simples dó, a uma clave de sol ou fá e uma métrica, ele fez pessoas sonharem e transporem os limites da vida por meio da poesia.

Enquanto as músicas e composições de Vinícius estão em destaque em função de tão importante comemoração, as poesias encontram-se no esquecimento, ou pelo menos, fora do imaginário popular.





Um comentário:

Juliana Stanzani. disse...

O vinícios, eu gosto do vinícios. Tive contato há pouco tempo com as poesia faladas. A música há tanto tempo...
Coincidência ler isso aqui, comecei na biografia dele essa semana. Vele um post. Merece.
Legais suas palavras. Gosto.
Beijos, Ju.