quarta-feira, 18 de março de 2009

Contatos poéticos

I
A poesia é algo que está presente em nossas vidas, basta um pouco mais de sensibilidade para combinarmos os elementos certos e criarmos a química dos versos.
Bem antes de estudar Manoel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Camões, conheci Elisa Lucinda.
Escritora e poetisa que recita seus próprios versos com uma dor que parece ter deveramente sentido.
Quando a vi recitando alguns poemas, acreditei no verdadeiro valor da poesia e o quanto isto pode também nos causar emoções. Diante de mim havia um eu-lírico presente, vivo com lágrimas, dores, indignação, revolta, calores e sensações.
Poetisa singular, Elisa é um sopro de talento e originalidade no cenário literário nacional.

- Recomendo a leitura do "Aviso da Lua que menstrua" - um convite ao entendimento de uma fase do universo feminino. (http://www.revista.agulha.nom.br/elisalucinda1.html#aviso)

II
Certa vez, pelas minhas andanças, encontrei no Centro de Estudos Murilos Mendes uma senhorinha calma e serena, que estava a contemplar diversos quadros e fotos, do acervo que pertenceu a ela e o marido. Quando me aproximei dela, uma mulher disse-lhe:"Mãe, querem tirar uma foto com você". E afinal de contas, quem era esta senhora?
Maria da Saudade Cortesão Mendes, viúva do poeta Murilo Mendes. Como eu era criança, sabia apenas que esta deveria ser uma testemunha ocular da história, a dona de tudo o que eu via e inocentemente a pedi um autógrafo. E ela deu.
Com o tempo, descobri o que aquele acervo significava e passei a ler um pouco da poética muriliana que é parte juizforana, parte italiana. Uma obra do mundo...

A dica? Leiam "A Idade do Serrote", um livro autobiográfico, que traz as memórias de Murilo.

III
Poesias são muito bem vindas no Juliette escreve.

2 comentários:

Thiago Almeida disse...

Converso com pessoas que dizem não ter aptidão nenhuma para poesia. Daí, falando mais e mais, vejo que a vida dessa pessoa é pura poesia. A bagagem e o repertório conta muito para escrever, devemos mesmo ter boas referencias. Porém, a sensibilidade e o olhar clinico não adquirimos em sebos ou livrarias.

Gostei do seu texto, sensacional!
Vou conferir as dicas... Valeu!

Sabrina disse...

É por aí